Colmar: uma cidade, cinco mercados de Natal para ver!


O Mercado de Colmar (1865). Além de bancas de frutas, legumes, queijos,
carne e peixe, tem alguns restaurantes, mas os preços são pouco convidativos.


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A Catedral de Colmar



As ruas só ganham animação a partir das 11h da manhã




Colmar foi a escolha certa para servir de base ao nosso tour pelos mercados de Natal da Alsácia. A cidade, localizada na região do Alto Reno, a 60 quilómetros do aeroporto de Basileia e a 65 de Estrasburgo, é conhecida por ter sido a última cidade francesa a ser libertada do domínio alemão em 1945, altura em que se chamava "Kolmar". No Natal, é a vila mais visitada da Alsácia uma vez que tem não um, mas cinco mercados de Natal. Dezembro é a altura do ano em que há mais turismo  pelo que os valores de alojamento podem ser bastante elevados, esgotando com alguns meses de antecedência. Durante a Primavera, Colmar é também um destino popular uma vez que faz parte das Cidades e Aldeias floridas de França.





Ficámos alojados nas águas furtadas do edifício branco, um
prédio bem antigo que data de 1865.
Banhada pelo rio Lauch, Colmar parece ter sido retocada com Photoshop. Está tudo impecavelmente cuidado, limpo e decorado. A cidade ainda é mais bonita de noite, quando fica com uma iluminação suave e acolhedora. A nossa casa ficava num bairro conhecido como "Petite Venise", devido à existência de alguns canais que contornam a zona do mercado e onde, em certas alturas do ano, se podem fazer passeios de barco. Estes canais serviram em tempos para o transporte de mercadorias entre localidades da região. 
Durante a manhã, a vila é bastante calma mas a partir da hora de almoço começam a chegar turistas e ao final da tarde já há bastante movimento. Encontrar um restaurante para jantar pode ser uma verdadeira aventura... E nunca ficará a um preço muito acessível. Mas não faltam opções de comida de rua para resolver a questão dos almoços. E se viajar com crianças,  elas vão adorar as "flammekueche", (tradução: tarte flambée), um prato tradicional alsaciano que lembra uma pizza mas com uma massa mais leve, natas, queijo branco, cebola e bacon. Ou seja, uma espécie de pizza, com uma massa fina e estaladiça mas sem molho de tomate nem queijo mozzarella. Gostei.
O nosso primeiro jantar foi o prato mais típico
da Alsácia - tarde flambé - muito semelhante a uma pizza.










O mercado durante a noite



Pelos caminhos de São Tomé



Já aqui referi em posts anteriores a Ban Bé Non Tours, uma agência de turismo que promove passeios pela ilha de S. Tomé com transporte e guia inclúidos, aluga viaturas para quem se quiser explorar a ilha por conta própria e também propõe a contratação de guias e a marcação de alojamento.


De todos os passeios que fazem, destaco o passeio do Sul onde, na minha opinião, ficam as praias mais bonitas de São Tomé (sim, são mesmo praias de revista, quase sempre desertas) e o famoso Pico do Cão Grande, uma formação rochosa impressionante, com mais de 650 metros de altura. Uma coluna de magma imensa que foi tudo o que sobrou de um antigo vulcão que por ali existiu há muito tempo atrás.


Para fazer este passeio, basta entrar em contacto com a Ban Bé Non Tours (banbenon@gmail.com) e, se mencionar este post e o nome do blog, beneficiará de um desconto de 10%. Mas se puder, faça também os outros tours. É que a ilha é linda de norte a sul! Vale a pena ver tudo de uma ponta à outra.

Quanto custa ir aos mercados de Natal da Alsácia?



Agora que já faz frio em Lisboa e se começa a sentir a aproximação da época natalícia, vou relatar a viagem mágica que fiz no passado aos Mercados de Natal da Alsácia. Já andava com esta ideia fisgada há vários anos, fazer a rota dos mercados de Natal ao longo de uma semana, saltitando de vila em vila e petiscando snacks aqui e acolá com um copo de vinho quente na mão. Os voos foram marcados na companhia aérea low cost easyjet, com a devida antecedência (4 bilhetes de adulto custaram cerca de 600 euros), com destino ao aeroporto de Basel/Mulhouse/Freiburg. Os horários dos voos não podiam ser melhores: partida de Lisboa às 8h da manhã e, no dia de regresso, partida de Basel às 21h00. Ou seja, ainda dá para aproveitar bem os dias em que se viaja. A "base de  operações" foi montada na vila histórica de Colmar, a 60 quilómetros do aeroporto de chegada. Colmar é a mais famosa de todas as vilas-Natal por conter, numa só vila, cinco mercados. Depois, já de carro alugado desde o dia da chegada ao aeroporto (uma semana: 400 euros), foi só traçar rotas para cada dia. Mas, claro, eu já levava o TPC bem estudado e sabia exactamente quais os locais que queria visitar, todos eles a uma distância de 20 a 30 minutos de carro de Colmar, à excepção de Estrasburgo e Baden Baden.




O alojamento teve custo zero porque consegui fazer uma troca de casa estupenda com uma família amorosa, via Homeexchange. Fiquei numa verdadeira casinha de bonecas em pleno centro histórico de Colmar. Creio que esta terá sido a minha sétima troca de casa de muitas outras que virão  A casa era do séc. XVII, plena de charme, quentinha, rústica, muito bem decorada e dava para oito pessoas, embora fossemos apenas quatro. Tinha cozinha equipada, Internet, tv por cabo, vista frontal para o mercado de Colmar, para os canais e para a Catedral e ainda estacionamento privado. 

Pão com especiarias, uma dos sabores típicos da época.
Uma família a passear o seu lobo da Alsácia
Ao longo desta semana, a nossa rota contemplou as vilas de Eguisheim, Kintzheim, Riquewhir, Ribeauvillé, Kayserberg e ainda as cidades de Estrasburgo, a floresta negra e Baden Baden (Alemanha). Mas acabámos por encontrar outros locais igualmente interessantes como o castelo Hohlandsburg e outros vilarejos dos quais não retive o nome. Senti-me várias vezes como se tivesse entrado no conto de Hansel&Grettel dos irmãos Grimm. As habitações típicas da Alsácia parecem casinhas de gengibre e os aromas da comida de rua espalham-se no ar por toda a parte. É um perfume adocicado que combina os aromas de bolos, biscoitos, pretzels, crepes, chocolate e, principalmente, especiarias usadas na receita do vinho quente. Tudo isto emoldurado por fitas coloridas, plantas ornamentais, peluches e luzes cintilantes e acompanhado de melodias de Natal harmoniosas e instrumentais, não há cá nada de George Michael e Maria Carey a cantar as mesmas músícas de sempre que já enjoam... . É tudo de um bom gosto surpreendente, sem manias de grandeza, sem árvores de Natal gigantes, nem apelo excessivo ao consumo. Ninguém incomoda ninguém, não há atropelos nas ruas e, curiosamente, nem sequer há grandes enchentes de pessoas, embora haja bastante movimento. E estacionar o carro é sempre fácil e quase sempre é grátis.






Devidamente "enchouriçados" para fazer face às muitas horas de frio passadas na rua, tivemos muita sorte com o tempo porque só choveu um dia. Podemos assim visitar todas estas vilas medievais com facilidade, sem confusões de trânsito, sem apertos, sem filas para comer ou beber e sem imprevistos. O melhor de tudo? As noites nestes mercados que são indescritivelmente mágicas, com a parafernália de luzes e brilhos em cada praça, as banquinhas de doces, as 1001 barraquinhas de brinquedos e artesanato com apresentação exemplar, as igrejinhas e capelas todas iluminadas, as montras das lojas primorosamente cuidadas e decoradas, as portas e janelas de casas privadas a competirem entre si para serem a mais bonita. Enfim, a antítese do centro comercial a favor do espírito de Natal no seu melhor!


Ter ou não ter guia em São Tomé, eis a questão.




Desde que fui a São Tomé e ao Príncipe, nunca recebi tantas mensagens, umas via comentários no blog e outras via mensagem privada (formulário de contacto). É rara a semana em que não me chegam à caixa de correio três ou quatro mensagens de alguém que anda a planear uma viagem a São Tomé ou ao Príncipe ou de alguém que lá esteve e me escreve a contar como foi a viagem. As duas perguntas mais comuns são: "Fez a profilaxia da malária?" e "Recomenda passeios com guia ou posso alugar carro e partir à aventura?". Invariavelmente, as respostas são sempre "Sim, tomei Malarone e não se brinca com a malária neste destino, apesar de haver cada vez menos registos da doença na ilha" e " Sim, recomendo contratar um guia porque os dias não são longos e há que aproveitar cada minuto de luz numa ilha que não prima pela boa sinalética rodoviária nem por boas estradas.... ". Acresce ainda que ter um guia é ajudar a economia local e aprender muito mais sobre a ilha, já que os guias sabem de História, conhecem a fauna e a flora local e sabem o que fazer caso caía uma arvore na estrada ou caia uma das pontes que temos de atravessar (eu tive de contornar uma ponte que ruiu, atravessando o rio de Jeep...). Ainda que, para mim, não haja melhor guia do que o Cau, esta empresa  - Banbénon - é uma alternativa a considerar.






Há poucos meses atrás, fui contactada pela Banbénon Tours para conhecer a oferta de passeios da mesma e agora trocamos impressões regularmente. Ainda não fiz nenhum passeio com eles mas gosto muito da forma como se apresentam, da oferta de passeios disponíveis, da possibilidade de fazer tours por medida e dos preços que praticam, que ficam um pouco abaixo da média. Gosto de ver que têm uma oferta alargada de serviços, fazendo também reserva de transfers, de alojamento e de rent a car. Estão permanentemente em busca de novas ideias para criar passeios diferentes, como o Circuito do Chocolate, o Circuito Nocturno, os Passeios de Bicicleta ou as Caminhadas ecológicas com banhos de cascata pelo meio, e estão sempre focados na satisfação dos clientes. MAs atenção, ainda estão a começar, são uma empresa nova. Este ano tenho familiares que vão experimentar alguns destes passeios e, para o ano, tudo indica que irei regressar a São Tomé e ao Príncipe pelo que depois deixo aqui mais impressões sobre esta empresa. Até lá, vou acompanhando pelo facebook o que andam a fazer e babando com as magníficas fotos que vão apresentando e que me fazem sempre recordar o quanto já fui feliz lá para os lados do Equador.

Uma das muitas praias desertas da ilha de São Tomé.

O que comprar no Cambodja?

A fachada do edifício principal do Centro de Artesãos de Angkor.
Mapa que explica o que é fabricado em diferentes regiões.



Siem Reap, tal como Banguecoque, é um verdadeiro mercado ao ar livre. Para onde quer que nos viremos, há lojas, vendedores ambulantes e mercados, tanto de dia, como de noite. Mas nos mercados do Cambodja é bem mais complicado regatear preços do que na Tailândia. É claro que tentei, pelo puro prazer de regatear, mas depois de fazer o teatro da praxe, fingindo desinteresse e virando as costas, percebi que não me chamavam e parei com a brincadeira. Até porque é ridículo regatear tostões e, vendo bem a coisa, é tudo estupidamente barato. A qualidade é que pode deixar muito a desejar. Houve malas e bolsinhas que comprei cujo fecho só deu para usar ... uma vez. Fiquei logo com eles na mão... Por isso, é preciso ter cuidado, porque, já se sabe, o barato sai caro. E quem não quiser arriscar, pode sempre apostar por fazer compras no Centro de Artesãos de Angkor, uma loja linda de morrer, onde podemos comprar sedas, cosméticos, jóias, vestuário, estatuetas de pedra ou madeira, pinturas e muitos outros artigos com garantia de qualidade. Não são baratos, alguns artigos são mesmo bem caros, mas são bonitos, contribuem para a economia do país e têm garantia de qualidade. Ao lado da loja, ficam alguns dos ateliers onde podemos ver alguns artigos a serem fabricados. 


A loja tem muito boa pinta.
Almofadas de seda
Artigos de papelaria
Cosmética natural

Para quem tiver um orçamento mais apertado, nada como os mercados da cidade. Os maiores são o mercado junto ao rio e o mercado nocturno. Funcionam diariamente e vendem artesanato muito semelhante ao da Tailândia. As melhores compras? Pashminas e tigelas feitas com casca de coco.


Um dos corredores do mercado junto ao rio

Tigelas feitas de coco e madrepérola. Lindas!


O maior mercado de artesanato é coberto.

O que não comprar: artigos feto em pele de crocodilo!
O artigo mais original que encontrei à venda