Cuidados de saúde para quem vai a São Tomé


Umas duas semanas antes de viajar para São Tomé, fui à consulta do viajante. A consulta foi marcada quase com um mês de antecedência mas deveria ter sido marcada ainda mais cedo para conseguir que fosse em Lisboa. Liguei para vários hospitais mas já só tinham vagas para vésperas da viagem ou mesmo para depois. O único sítio onde consegui marcação para uma data decente foi no Hospital de Almada. Acontece que fui tão bem atendida por uma médica tão querida, tão doce e tão atenciosa (Dra. Maria Aleixo, vale a pena fixar o nome!) e umas enfermeiras tão simpáticas e tão divertidasque e a partir de agora é lá que passo a ir mesmo que isso implique gastar mais gasolina. Já tinha ido a esta consulta no Instituto de Medicina Tropical quando fui à Malásia, mas desta vez aprendi algumas dicas novas:

- O comprimido de Malarone (medicamento para a prevenção da malária) deve ser tomado à noite pois caso provoque efeitos secundários, o que é pouco provável mas pode acontecer, não damos por eles já que vamos estar a dormir. A prevenção começa a ser feita um dia antes da viagem, ou seja, o 1º comprimido é tomado na véspera da partida e depois são feitas tomas diárias durante a estadia (um comprimido por dia) e a prevenção continua a ser feita no regresso a casa pelo mesmo nº de dias que durou a viagem. Ou seja, se durar uma semana, tomamos Malarone durante mais uma semana, já após o regresso. Cada caixa de 12 comprimidos custa 45 euros, por isso, além do visto (25 euros) e das vacinas necessárias (hepatite A e B e febre amarela) há que somar esta despesa ao custo da viagem... É uma pena não se venderem comprimidos avulso... até dói... Mas podemos sempre comprar caixas a meia com os acompanhantes de viagem.

- Depois de usarmos uma casa de banho, devemos lavar as mãos e abrir a porta para sair com a ajuda de um bocado de papel. Caso contrário, não serve de nada lavar as mãos, certo?

 - Na praia, convém andar sempre(!) de chinelos calçados por causa de um bicharoco que pode entrar na pele da sola do pé e aí montar casa e criar família.... Trata-se de uma espécie de pulga e conheci uma portuguesa do Porto que além de ter pisado um ouriço do mar, tinha um "visitante" na sola do pé... Dose dupla, coitada!

- Devemos usar repelente também por cima da roupa e no cabelo. Esta para mim foi novidade! Os mosquitos são mais que muitos, mas até nem fui muito mordida. Também fiz por isso, tomando "banhos" regulares de repelente. Mas os portugueses que vivem na ilha não têm cuidados nenhuns e confiam no trabalho de erradicação da estirpe mais violenta de malária por parte dos Taiwaneses que vivem na ilha. Sim, também há chinocas em São Tomé! Dedicam-se a negócios na área da construção e vivem com todo o conforto em condomínios privados.

- Para não estragar as férias, é de evitar beber água da torneira. Quem vive na ilha, é claro que bebe esta água e já criou anticorpos. Eu preferi não arriscar, embora nos últimos dias já lavasse fruta com água da torneira e bebesse bebidas com gelo... Mas já estava quase a regressar,  o risco era mínimo. E sobrevivi!

- Pelo sim, pelo sim, convém levar um antibiótico de largo espectro e no regresso a casa convém fazer uma desparasitação, extensível a todos os elementos da família, cães e gatos incluídos, mesmo que nem todos tenham viajado.

Vale a pena todos estes cuidados para ir a São Tomé?  Oh se vale!!!