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| O Bom Bom Island Resort fica a cerca de 25 minutos de mota/Jeep da cidade |
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A Alexandra, uma portuguesa de Aveiro que trabalha na recepção, fez-nos
um tour do Resort, incluindo vista aos bungalows. |
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| Tivemos as quatros praias do Resort só por nossa conta. |
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| A piscina, mesmo quando chega a época alta, está quase sempre vazia. |
Não me podia ir embora da Ilha do Príncipe sem ir ao
Bom Bom Island Resort. Já tinha lido algures na net que seria possível visitar o resort e passar lá um dia inteiro, inclusivé almoçar, desde que telefonasse previamente. Foi o que fizemos. Pedimos aos nossos moto boys para nos irem buscar ao sítio do costume, à Juditinha (merece um post só para ela, mais à frente), e às 9h15 já estávamos literalmente a babar com as várias praias do resort, com os canteiros pejadinhos de flores e o chilrear da passarada. Depois o tempo foi quase todo passado de rabo para o ar a fazer snorkeling, maravilhadas com a quantidade de peixes exóticos que podíamos ver com água pela cintura.
Quando voltei para Portugal, muitas pessoas estranharam o facto de estar tão pouco bronzeada. Está desfeito o mistério. Passei o tempo quase todo debaixo de água. E a verdade é que o sol por estas bandas não é nada forte, pelo menoso em Dezembro. Segundo a T., que vive em São Tomé, para ficar com um cor razoável seria preciso estar esparramada ao sol vários dias seguidos entre as 10h00 e o 12h00.
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| O interior do bar do resort. |
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Foi assim que fomos recebidas, com a oferta de uma água de coco
e um sorriso do tamanho do mundo. Cinco estrelas. |
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| Dá para perceber porque é que passámos horas a fio dentro de água? |
Uma das coisas que mais nos surpreendeu, neste resort foi constatar que as paisagens deste ilhéu lembram estupidamente Brasil. Mas se calhar não é assim tão estúpido, tendo em conta que o continente africano e a América Latina já estiveram colados há alguns milhões de anos atrás. É que se me dissessem que estava em Angra dos Reis, eu acreditava. Como já estive na chamada Costa Verde (fui do Rio de Janeiro até Paraty e recomendo esta viagem), posso confirmar que as semelhanças são surpreendentes. O mar tem os mesmos tons esverdeados e a vegetação é muito semelhante. Ou seja, Ilha do Príncipe e Costa Verde: separadas à nascença.
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| Foi nesta lagoa natural que passámos mais tempo de rabiosque para o ar. |
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| Adorámos este ideia: canteiros feitos com pirogas! |
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Bela vida! Almocinho à beira-mar por cerca de 10 euros,
um preço bastante decente para um resort de luxo. |
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| A planta "rabo de macaco" |


Mark Shuttleworth. É este o nome do milionário sul-africano que vai investir em unidades de turismo ecológico na ilha do Príncipe, sem esquecer a preservação da cultura da ilha e as necessidades agrícolas da população. Consta até que vai patrocinar a construção de um novo aeroporto. Talvez se recordem do nome dele, já que foi o primeiro africano a viajar para o espaço, motivo pelo qual algumas pessoas se referem a ele como "o homem da lua". Actualmente, já detém cerca de metade da ilha do Príncipe e tem estado a retirar famílias inteiras de Roças (onde vivem todas aos molhos, sem qualquer privacidade) e a colocá-las em casas dotadas de boas condições. Passei por algumas. Uma das roças que vai merecer especial atenção por parte deste milionário é a Roça Sundy. Tudo indica que centenas de pessoas irão ganhar emprego nestas unidades hoteleiras e agrícolas. No passado mês de Maio (2011), o Governo do Príncipe assinou um acordo de investimento com o milionário sul-africano. Se os projectos de concretizarem, o nome da empresa de Mark Shutleworth não poderia fazer mais sentido: HBD - Boa Vida.
Estou ver que existe uma nova forma de escravatura na ilha de Príncipe.
ResponderEliminarCaro João, percebo o seu comentário. Por enquanto, sei que as pessoas estão felizes com as casas novas e com a perspectiva da ilha ter mais turismo, até porque isso vai melhorar as condições de vida muita gente e tornar os voos para São Tomé mais baratos, já que as viagens de barco foram suspensas. O futuro dirá se este senhor vai deixar boas marcas. Fico a a torcer para que assim seja.
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