Vamos ao Cambodja?



O hotel tem excelentes comentários no Booking, incluindo agora o meu.
Se voltasse ao Cambodja, não me importava nada de ficar aqui outra vez.
Preço por noite em quarto duplo com pequeno-almoço: 27 euros, marcado
com 6 meses de antecedência. Os preços entretanto já subiram.

Há muito tempo que o Cambodja fazia parte do meu imaginário e é sempre bom quando a realidade supera as expectativas. A estadia no Cambodja foi curta - 3 dias / 2 noites - mas bem geridos é suficiente para ver os principais templos, assistir a um show de danças tradicionais e visitar uma aldeia de pescadores em palafitas. Foi uma estadia curta mas incrivelmente positiva! Diria mesmo que não poderia ter corrido melhor. O nosso voo partiu de Banguecoque na hora prevista, 10h30, e numa hora de viagem levou-nos para Siem Reap com a Air Asia (o bilhete de ida e volta custou cerca de 80 euros). Aterrámos quase ao 12h e, depois de assinar uns quantos papéis e de pagar no aeroporto os 32 dólares do visto, metemo-nos num táxi em direcção ao nosso hotel: La Niche d'Angkor, reservado através do Booking. Não é um dos hotéis mais centrais, pois implica uma caminhada de 20 minutos até às ruas mais centrais de Siem Reap, mas de tuk tuk é um instante e custa 1 dólar (os dólares são bem-vindos) a dividir por 3 pessoas.... E depois, o hotel é tão mas tão agradável, a comida é tão boa, a piscina é tão convidativa, as massagens são tão relaxantes e o pessoal é todo tão simpático que demos por nós a fazer muitas refeições ali mesmo e a passar as horas de maior calor todas de molho neste oásis de frescura! E como os passeios aos templos são todos feitos pelo fresco da manhã ou do entardecer, fizemos o check in, fomo-nos refrescar na piscina, almoçámos e contratámos um guia com tuk tuk para nesse mesmo dia nos levar a Angkor Wat e nos dias seguintes ficar por nossa conta. Não me vou esquecer nunca do nome dele - Bun Heng - e da sua simpatia! (bunheng.tuktukdriver@yahoo.com   Telef.: (+855)12941315 ou (+855)78881699. Ficam muito mas muito bem servidos se o encontrarem e o contratarem. Gentil, educado, esforçado, um encanto de pessoa! Garanto que vão ficar de lagrimita no olho na hora da despedida. Eu fiquei.


A torre central tem cerca de 65 metros e está ladeada por torres mais pequenas.
Todas juntas, invocam a forma de um monte sagrado: o Monte Meru.

 A meio da tarde, e depois de tomarmos os obrigatórios "banhos" de repelente, calçar sapatos confortáveis e meter um chapéu e garrafa de água na mala, o nosso guia levou-nos à bilheteira do parque. Em menos de 30 minutos, fizemos os 7 quilómetros de estrada que separam Siem Reap dos templos, linda e repleta de arvoredo com macacos, e comprámos os nosso passes para 3 dias por 40 dólares cada. Podemos pagar em dólares, na moeda local, em bath ou em euros. Também há passes de um só dia a 20 dólares e passes de uma semana a 60 dolares. As crianças têm entrada livre até aos 11 anos. O nosso passe permitia três dias no parque distribuídos ao longo de uma semana, mas fizemos tudo de seguida. O passe de sete dias permite 7 entradas ao longo de um mês. As visitas começam às 5h00 da manhã, altura do nascer do sol, e terminam às 17h30.

Angkor Wat fica no meio de um enorme lago artificial.
A entrada emAngkor Wat, templo onde convém respeitar as normas de conduta
que podem ver neste link: https://www.youtube.com/watch?v=t0QahXC-PGY



A Biblioteca funcionava neste edifício
Angkor Watt começou por ser um templo hindu dedicado
a Vishnu mas, no séc. XIV, foi convertido em templo budista.
Angkor Wat tem mais de 3 mil esculturas de ninfas (apsaras)
com 37 penteados diferentes. Muitas estão a ser restauradas
devido aos estragos feitos pela urina dos morcegos...
O"SPA". Uma das duas piscinas do complexo. 

Foram usados mais de cinco milhões de blocos de pedra
para construir estes templos entre os séculos IX e XIII
O tempo médio de visita a este templo é de 3 horas. Afinal,
são cerca de 200 hectares de monumentos religiosos.

Existem vários altares no interior dos templos
Os muitos baixos-relevo das paredes dos templos
 invocam episódios históricos e da mitologia local

Depois de entrar no recinto de Angkor Wat fomos abordados por vários guias e acabámos por contratar um que, por 8 euros, nos fez a visita guiada ao templo num inglês perfeito ao longo de duas horas. Também há guias que falam espanhol, francês, alemão, italiano e muitas outras línguas. É só escolher. A história deste templo dá pano para mangas, até porque, recentemente e graças ao recurso a novas tecnologias, se descobriu que este templo era bem maior do que se pensava, como se pode ler aqui. Este é, sem dúvida, um local fascinante, outrora habitado por um milhão de pessoas (!), e ainda hoje envolto em inúmeros mistérios. É em visitas como estas que penso como deve ser incrível ser arqueólogo e ter a oportunidade de trabalhar aqui, contribuindo para levantar um pouco mais do véu da História da Humanidade.




Um dos monges que circula pelo recinto.


E o primeiro dia em Angkor Wat terminou da melhor forma possível, a ver o pôr-do-sol na brincadeira com estas crianças que vendem souvenirs aos turistas e nos presentearam com estes sorrisos sem preço.

Até os monges se deixam fotografar.


E que tal é a comida na Tailândia?

Prato vegetariano; legumes salteados com arroz.
Arroz frito com caju, frango e ananás
Pad Thai: Noodles de arroz com ovo, camarão, vegetais,
açúcar, tamarindo, molho de peixe e vinagre.

Leite de coco, limas, erva-príncipe, chalota, alho, caril, frutos secos, açúcar, gengibre.... A cozinha tailandesa é um verdadeiro "melting pot" onde se combinam inúmeros sabores e aromas num só prato e é isto mesmo que lhe dá fama internacional Na base da culinária está o equilíbrio entre doce, salgado, picante, ácido e amargo. E quase todos os pratos levam um pouco de molho de peixe, ainda que o peixe em si seja quase uma raridade na maior partes dos restaurantes.

Lagostins com salada.
Sopa de legumes com omelete esfarelada. Faz uma refeição
simples e boa, embora o aspeto deixe muito a desejar...






Enquanto andamos na rua, os nossos sentidos estão permanentemente a decifrar odores. Há sempre gente a vender frutas, snacks e a cozinhar comida rápida em qualquer esquina de qualquer cidade, principalmente em Banguecoque. A cidade é um grande mercado/restaurante/cozinha ao ar livre. E não há cá nada de licenças obrigatórias para vender nem controlos sanitários nem fiscalizações da ASAE. Vale tudo, com o que isto tem de bom e de mau. Durante duas semanas, tentei experimentar o máximo de coisas que pude, nos locais mais convidativos que fui encontrando (convidativos = limpos e de preferência recomendados pelo tripavdisor). Vi muita coisa que gostaria de ter provado mas não me atrevi dadas as condições de higiene circundantes. Experimentem passar nas traseiras de alguns restaurantes para ver a louça onde servem a comida a ser lavada em alguidares com água putrefata que parece vinda do rio, o lixo amontoado em redor dos caixotes e alguns seres roedores curiosos a chafurdar entre caixotes e vão entender o que escrevo... Ainda assim, porque a Tailândia tem imenso turismo, há muito por onde escolher, desde a chafarica de rua onde só com uma G3 apontada à nuca é que obrigavam a entrar, ao restaurante de luxo com vista panorâmica. Optei quase sempre por restaurantes com valores médios ou ligeiramente acima da média e deu para provar muitas coisas. Ainda que tenha gostado bastante de algumas, confesso que ao fim de 8 ou 9 dias já sentia a falta da nossa comidinha portuguesa (quanto mais viajo mais gosto da nossa culinária!), principalmente do nosso peixe fresco. É que apesar de haver tanto mar para pescar neste país com uma costa tão extensa e milhentas ilhas, os pratos de peixe são poucos, os que há são bem mais caros do que os pratos de carne e são quase sempre cobertos de molhengas que anulam o seu sabor.  
Caril Vermelho: Frango com legumes e molho de caril vermelho.
É uma delícia se for bem feito e a carne for bem tenra.

Sopa de vaca e vegetais servida em panela tradicional
Tom Kha Kai: Sopa de galinha com leite de coco, erva-príncipe,
malaguetas, sumo de lima, chalotas e coentros. Maravilhosa!


Carne de vaca salteada com legumes (lembra o chop suey chinês e vem
acompanhado de arroz branco)


E agora vamos aos doces.

As panquecas são quase de borla, mas resisti à tentação.
Esta é a sobremesa mais fácil de encontrar. Se for bem feita, é
magnífica. Se não for, torna-se enjoativa. Como quase todos os
doces tailandeses, sabe a leite de coco, onde o arroz é cozido.
Chama-se "Mango with sticky rice". Amei! 
Sopa de meloa, em leite de coco.
Não foi nada boa ideia pedir este ananás frito. Deu para
perceber que foi frito no mesmo óleo onde fritam bolinhas
de peixe... Reclamei mas não me ligaram nenhuma...
A melhor sobremesa de todas? Fruta tropical.
Balanço final: a comida tailandesa é boa, tem preços acessíveis e é saudável, de uma forma geral  - muitos legumes e poucos fritos. Os vegetarianos têm muito por onde escolher e para variar também se encontram facilmente restaurantes italianos e indianos. Para quem gosta de sopa, como eu, é o paraíso. Há imensas possibilidades à escolha servidas em doses generosas que fazem só por si uma refeição, mas recusei-me a imitar os locais e a comer sopa ao pequeno-almoço... Há limites... Quanto a preços, é claro que em Banguecoque são bastante inferiores aos de Krabi (nos locais turísticos a comida chega a custar mais 50%). Em euros, o preço médio de uma refeição na capital ronda os 4 euros e em Krabi ronda os 8 euros. Se lhe juntarmos uma cerveja, fica a refeição ao preço ou mais cara do que em Portugal. A cerveja chega a ser mais cara do que a refeição. Por tudo isto e muito mais, continuo a achar que em Portugal temos a melhor comida do Mundo a preços incrivelmente decentes. E o meu estômago bate palminhas sempre que regresso de viagem!