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A pequena cidade escocesa de Jedburgh





Embora tenha aparência medieval, este castelo é do séc. XIX. começou por
ser uma cadeia mas agora é um museu sobre a cidade .

A Abadia de Jedburgh foi fundada em 1138



Jedburgh não tem grande destaque nos guias turísticos. Mas a recepcionista do hotel onde ficámos em Edimburgo sugeriu-nos que o regresso para Manchester fosse feito por uma estrada que passava nesta pequena cidade. E uma vez que não queríamos repetir a estrada que nos tinha trazido à Escócia, nem hesitámos em seguir esta recomendação. Afinal,, apesar de estarmos já na recta final da viagem, até chegar ao aeroporto ainda é viagem!

Visita relâmpago ao porto de Edimburgo

O Royal Yatch Britannia






Leith. É assim que se chama a zona do porto do Edimburgo, a nordeste do centro da cidade. Para lá chegar, pode-se fazer uma caminhada pela Leith Walk de cerca de 40 minutos ou descer esta rua de carro em cerca de 15. Chegando lá abaixo, deparamos com uma zona outrora degradada que se encontra agora repleta de condomínios de luxo e restaurantes finos. A principal atracção deste bairro é o Royal Yatch Britannia , no Ocean Terminal, que serve de residência oficial à Raínha quando esta visita Edimburgo.
Do histórico porto de Edimburgo (durante séculos, negociaram-se aqui mercadorias com países da Escandinávia e do Báltico), vou guardar na memória imagens de um local extremamente tranquilo, onde os turistas se contavam pelos dedos de uma só mão. Deu para perceber que a recuperação de antigos armazéns de mercadores, agora transformados em habitação, escritórios e restaurantes de luxo. E a nossa ideia era jantar num destes restaurantes de peixe. Mas os preços eram para lá de assustadores. Por isso, fizemos uma voltinha a pé de reconhecimento da zona, rodámos os calcanhares e fomos para o início da Leith Walk onde comemos lindamente e por um excelente preço numa pequena tasca indiana, rodeados de indianos por todos os lados e ao som de música indiana. E avaliar pela quantidade de famílias indianas que se vêem nesta cidade, posso até dizer que este foi um jantar tipicamente escocês.

Makars' Court, uma ideia engraçada de pisar.

Bem pertinho da Royal Mile, em Edimburgo, numa escadaria ao lado do Museu dos Escritores, fica uma zona designada de Makar's Court. Trata-se de uma área repleta de frases emblemáticas da autoria de escritores e poetas escoceses que viveram entre os séculos XIV e a actualidade. Uma ideia engraçada que nos faz caminhar de olhos postos no chão.








Encontro inesquecível na Royal Mile,(Edimburgo)



Percorrer a Royal Mile de ponta a ponta é um daqueles passeios obrigatórios em Edimburgo. Esta é a zona mais antiga da cidade, com ruas que foram crescendo em redor do castelo. Existem aqui edifícios muito antigos, alguns da época medieval, igrejas, uma catedral, casas de figuras ilustres da história política e cultural de Edimburgo e vários museus. Mas para mim, esta rua vai ficar para sempre na memória, esse disco rígido que dificilmente apaga, como a rua onde me cruzei com Elaine Davidson, a mulher com mais piercings do Mundo! Quase cometia uma gaffe vergonhosa quando a vi e comecei a dar cotoveladas ao meu filho mais velho, com quem tenho enorme cumplicidade. Sussurrei-lhe: "Repara discretamente naquela mulher que ali vai com rastas de cores fluorescentes!".Era uma figura demasiado desconcertante para deixar perder de vista. Uma oportunidade única de mostrar ao meu filho pré-adolescente o desejo extremo que algumas pessoas sentem em alterar de forma radical o corpo que a Natureza lhes deu. Depois de dedicarmos alguns segundos de espanto à contemplação daquela ave rara, continuámos a ver as bancas de uma feira de artesanato. E eis que de repente o meu filho repara que a irmã está embasbacada a olhar para a senhora enquanto esta lhe dirige a palavra e lhe acaricia o cabelo.... "Temos de a ir salvar!!" Lá me aproximei da senhora, explicando, em inglês, que a menina não a percebia porque era portuguesa. E não é que a "personagem" começa a falar em português connosco? Por pouco, podia ter ouvidos os meus comentários de espanto, longe de imaginar que me podia ter entendido.. Era brasileira, vivia em Edimburgo e ganhava a vida a exibir-se pelo mundo fora. Estava derretida com a minha filha e fazia-lhe várias perguntas em inglês, mas ela, de boca aberta e olhar esbugalhado, não conseguia pronunciar nem uma sílaba.. Orgulhosa do seu "look", a senhora lá me disse o seu nome artístico - Elaine Davidson - sublinhando que estava no Guiness Book por ser a mulher com mais piercings do Mundo. Mais tarde, assim que cheguei ao quarto do hotel, a primeira coisa que fiz foi googlar o nome dela. Descobri que ela uma página oficial para marcação de eventos. Acho que nunca mais me vou esquecer da imagem desta mulher cuja quantidade de piercings era directamente proporcional à sua simpatia.

A ponta sul da Royal Mile

A casa mais antiga da cidade (1450) que pertenceu a John Knox,
líder da Reforma protestante



Museum of Childhood onde se conta como as crianças têm vivido
 ao longo dos séculos. Inclui uma grande exposição de brinquedos antigos.
The Royal Mile Tavern, um restaurante muito pitoresco

Gorros de lã engraçados para as crianças


Mercat Cross, o local onde Bonnie Prince Charles foi proclamado
 rei em 1745.


Existem várias empresas que oferecem visitas guiadas ao lado
obscuro da cidade: histórias sangrentas de bruxas e de fantasmas de
que os britânicos tanto gostam...
The Tron Kirk, uma catedral que data de 1630.


A câmara obscura de onde se pode ver uma vista panorâmica da cidade

O edifício do museu/loja The Scotch Whisky Experience, que apresenta
exposições multimédia sobre o whisky e vende whisky com preços
para todas as bolsas.A entrada é gratuita e vale a pena entrar.


Existem garrafas de whisky á venda por 3 mil euros...


Vale a pena fazer a Royal Mile de ponta a ponta. É sem dúvida uma rua muito turística mas, por isso mesmo, está cheia de vida. Tem sempre espectáculos de música, de stand up comedy, de ilusionismo, homens estátua e várias pequenas feiras de artesanato. E melhor do que a percorrer uma vez, é percorrer duas. Â segunda, já temos outra disponibilidade mental para a ver com calma, sentados numa das várias esplanadas onde, muito provavelmente, podemos ser atendidos por alguém que também fala português. São cada vez mais os portugueses e brasileiros que procuram a Escócia para estudar, trabalhar ou fazer as duas coisas em simultâneo. Um emprego a servir à mesa pode render cerca de 400 libras por semana. E não me enganei a escrever não senhor. Eu disse por semana.

Um dos homens-estátua mais curiosos que já vi,  um gentleman
sem cabeça.


Assalto no Castelo de Edimburgo.

O castelo de Edimburgo, que data do séc. XII, domina a visão da cidade

O recinto do castelo é gigantesco e uma visita rápida leva
entre 2 e 3 horas...



Pronto, ok, o título deste post é um bocado exagerado. Mas a verdade é que quase me senti assaltada quando soube que um bilhete de adulto para entrar no Castelo de Edimburgo custava a módica quantia de 17 libras, cerca de 20 euros!!! Ou seja, para entrarmos os quatro (dois adultos + duas crianças) a brincadeira ficava em cerca de 70 euros, sendo que era certo e sabido que para as crianças ia ser um tédio andar a ver pedras e armaduras. Não foi preciso pensarmos muito para desistirmos da ideia de ir ver o castelo por dentro. Mesmo sabendo que, provavelmente, tão cedo não voltaríamos a esta cidade. Mas há limites para o bom senso. E quando estes são ultrapassados, mais vale virar as costas e dar graças por existir uma coisa excelente chamada "Internet" e outra chamada "YouTube" onde podemos ler e ver vídeos sobre muita coisa, incluindo este castelo. Estarei a exgerar? Será que sou forreta? Não acho. Posso dizer que cheguei há cerca de duas semanas e meia de 15 dias de férias do Japão, visitei imensos monumentos que são Património Mundial da Humanidade e os bilhetes para cada um deles custaram sempre o mesmo: 500 yenes. Estamos a falar de 5 euros. E isto no Japão. Aliás, posso adiantar que tudo é mais barato no Japão do que na Escócia: os hotéis, as refeições, o artesanato. O relato completo está para breve, não vejo a hora de começar. Mas ainda faltam alguns posts sobre Edimburgo e outras terreolas por onde passei a caminho de Manchester, no regresso. Quanto ao Castelo de Edimburgo, quem quiser saber mais, faça como eu e veja uns quantos links na net, como este. Não é a mesma coisa que ver ao vivo e a cores, bem sei. Mas pelo menos não nos sentimos roubado e estamos em paz com a nossa consciência.

North Bridge, a ponte que divide Edimburgo ao meio








A Norh Bridge liga a Princes Street à High Street. Quando ouvi falar desta ponte julguei que ligasse as duas margens de um qualquer rio, mas tal não acontece. Edimburgo não é atravessada por nenhum rio. Mas tem um vale a separar a Old Town da New Town. A ponte existe para ligar estas duas áreas. Está sempre cheia de gente a fotografar a paisagem porque é um local desafogado de onde se vê uma boa parte da cidade.

Porque motivo não existem agências de viagens destas em Portugal? Queria tanto!





Sempre que vou para o estrangeiro, gosto imenso de ver os preços das casas, nas imobiliárias, e de ver os preços que as agências de viagem praticam para várias partes do mundo, Mas esta agência para mim foi novidade! Além de vender pacotes de férias, vendia também pacotes só de voos. Ou seja, vendia trajectos que incluíam 3 ou mais aeroportos, deixando ao critério do viajante o número de dias a ficar em cada um deles. Fantástico! Por exemplo, o trajecto Escócia - Bangkok, Bangkok-Singapura (comboio), Singapura-Cairns, Cairns-Sydney (comboio), Sydney- Hong Kong, Hong Kong- Escócia, custava 949 libras, cerca de 1170 euros! E se pesquisarmos o site da flight centre, encontramos pacotes de férias a preços fabulosos, como por exemplo 10 dias na Nova Zelândia por menos de 1300 libras. Belisquem-me, que até custa a acreditar! Porque motivo é que esta modalidade de férias não existe por cá? Não sei o motivo. Mas lá que deve vale a pena apanhar um avião da easyjet para Edimburgo e depois fazer um destes programinhas de voo, deve.