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Uma igreja de Verona transformada em Restaurante

Um carpaccio que de tão grande que era dava uma refeição.

Risotto de legumes

Já passava das duas da tarde quando entrei, ao acaso, num restaurante perto de Castelvechio, na Corso Porta Palio, o Restaurante Pizzeria Prima Fila. Por fora, parecia banal, mas tinha algum movimento o que poderia ser um bom indício de que se comia ali bem. Quando entrei na sala de refeições, fui surpreendida por um espaço enorme com uma decoração sofisticada. Visto de fora, ninguém diria. É que o edifício onde funciona agora o restaurante era, originalmente, uma igreja das Carmelitas Descalças (Séc. VIII). Daí o pé-direito altíssimo e a existência de uma outra sala de refeições, numa mezzanine, onde em tempos cantava o coro da igreja. Giro! 





Almoço tirolês em Corvara na Pensão La Fontana

As pistas de ski são uma constante ao longo do passeio. Resmas. delas.
As montanhas Dolomites em todo o seu esplendor.

Pensão La Fontana (Corvara)



A caminho de Canazei, um dos pontos de passagem obrigatórios para quem quer  apreciar as Dolomites de diferentes perspectivas, parámos em Corvara para almoçar num restaurante de comida tirolesa. Eu pedi "Tris de canederli" e o M. pediu um bife com polenta. Eu nem sei bem o que comi, eram umas bolas enfarinhadas, uma com espinafres, outra com bacon e outra com não sei o quê. A comida não impressionou... Mas ainda assim aproveite uma ida do M. à casa de banho para captar estas imagens dos pratos, já que ele odeia que eu tire fotos ao que comemos. Eu sei, parece uma parolice, lembra aquelas pessoas que estão sempre a tirar fotos às mesas de comida nos hotéis...mas é para o blog e ninguém nos conhece, digo sempre. Enfim, um argumento que não consegue evitar os olhares fulminantes...




Comer bem e barato em Nova Iorque


A Deli mais próxima do Hotel Pennsylvania

Katzs Delicatessen, no 205 da East Huston St. Provavelmente o cachorro quente
e a pastrami sandwich mais lendários da cidade. Preços muito simpáticos e doses
bem generosas que chegam perfeitamente para dois estomâgos lusos.

Quem me conhece sabe que se há coisa que eu gosto de fazer é de comer. E Nova Iorque é um paraíso de sabores que nos permite experimentar comidas de variadas partes do mundo. E sem gastar fortunas, muito pelo contrário. Quem viajar com os tostões contados, tem sempre as Delis, mercearias de bairro que oferecem um buffet variado de comida a peso e onde podemos matar saudades da sopinha, que nem sempre é fácil de encontrar. Mas aviso já que ao fim de três dias a comer em Delis, a comida começa a saber toda ao mesmo... Mas lá que dá jeito levar uma caixita de comida para o quarto quando estamos de gatas depois de um dia inteiro a caminhar, lá isso dá. Até porque muitas estão abertas 24 horas por dia.
Como alternativa, temos os restaurantes italianos e os orientais que são bastante acessíveis, de um modo geral. E claro, estamos no paraíso da fast food. Tropeçamos em carrinhos e roulottes de cachorros e hamburgueres por todo lado. Curiosamente, muitos deles têm placas a a dizer o mesmo "Best burger in Town". São todos os maiores. "Best cheesecake in town". "Best Bagel in town". De certeza que há quem caia na esparrela.... Mas, enfim,  para quê comer fast food se é possível ir a locais decentes, e comer sentadinha, com pratos de louça e talheres de verdade, sem gastar muto dinheiro?

Um dos muitos vendedores de Pretzels.Gosto do contraste
da massa insonsa com as pepitas de sal na cobertura.
Restaurante Ucraniano em East Village. Não impressionou.

Já levava de Portugal uma lista de locais onde gostava de ir comer, embora não fizesse questão de a seguir à risca, que nisto das viagens o acaso é sempre bem-vindo. Mas dos locais que tinha em mente, queria pelo menos conseguir riscar dois da lista. E consegui. Fui a um restuarante ucraniano e a um venezuelano, ambos em East Village. E ainda fui a vários tailandeses e comi um brunch de domingo num mexicano. A ida a um chinês para comer dim sum é que não convenceu o M., tive mesmo pena... É que tinha um debaixo de olho que o Anthony Bourdain (amo de paixão!) até recomendou num programa sobre comida económica na cidade... chuif. Mas, enfim, viajar a dois também é fazer algumas cedências. Serve-me de consolo ter descoberto recentemente um restaurante chinês ma-ra-vi-lho-so em Oeiras ( a 20 minutos de Lisboa), e especializado em dim sum, onde até há famíilias de chineses sentadinhas a comer.

Restaurante Tenda bistro, em Brooklyn Heighs, na Rua Montague, nº 118.
Um acaso feliz, com uma ementa gigante de pratos asiáticos entre os 8 e 12 dólares.

Thai Beef com bróculos. Aprovadíssimo!
Além de comer em vários restaurantes asiáticos, fui a um venezuelano e a um ucraniano, ambos em East Village. No Arepa Caracas Bar, o prato da casa são as arepas, uma massa estaladiça que lembra uma óstia gigante e onde é colocado um recheio à nossa escolha. Escolho o menu arepa + sopa ou salada por 7.85 dólares. A decoração deste mini-espaço é um mimo! E precisamente por ser um espaço pequeno,  fiquei pouco à vontade para fazer fotos. Mas há sempre o site para ficar com uma ideia.

Arepa Caracas Bar em East Village, no nº 91 da Rua 7.

Tad's Steaks, um restaurante que serve apenas bifes de diferentes partes da
vaca. Há vários na cidade, este fica na rua 34 com a 7ª Avenida. É mediano, em 
qualidade e pratica bons preços tendo a conta que a carne é boazita.

Em Nova Iorque existe o culto do brunch ao domingo, embora em termos de variedade/preço a oferta não chegue aos calcanhares da oferta de Berlim. Ainda assim, fui parar a um mexicano por puro acaso enquanto procurava na 9ª Avenida um local para almoçar. Percebi que esta avenida tem muitos restaurantes e , por ser mais afastada das zonas mais turísticas, é mais calma e mais genuína. Foi assim que dei com o Arriba Arriba, ou com um deles, já que existem mais dois na cidade.



Para terminar, recomendo vivamente fazer, pelo menos, um jantar em Meatpacking District. Já tinha ido duas vezes a NY mas nunca tinha visitado este bairro à noite. Parece que a "beautifull people" da cidade vem toda aqui parar. A verdade é que me cruzei aqui com os homens e mulheres mais deslumbrantes que alguma vez tinha visto ao vivo e a cores. Eram de cair para o lado de tão bonitos e bem arranjados. O quarteirão, porque o bairro não passa de um conjunto de cinco ou seis ruas que rodeiam o mercado da carne, cheira a dinheiro que tresanda. Abundam as lojas de novos estilistas e de estilistas já com algum sucesso e muitos restaurantes com design e à média-luz. Acabei por entrar num tailandês  - o SEA - com um ambiente fantástico, uma decoração ultra-acolhedora, músíca um pouco alta demais e uma ementa variada em oferta de pratos e de preços. Tanto tinha pratos a 10 dólares como a 40.  E lá dentro, estava-se quase às escuras, sem exagero. O que me valeu foi ter um telemóvel com lanterna para conseguir ler a ementa. 

Onde almoçar na Cidade Velha de Santiago

Foi no Café Central, na praça do Pelourinho da Cidade Velha de Santiago, que fomos almoçar a cachupa rica da Alita, a dona do restaurante que já tem cozinhado este prato em vários países. É que vir a Cabo-Verde e não saborear este prato típico é como ir a Paris sem olhar para a Torre Eiffel.



A cachupa rica leva feijão-pedra, favona, milho, carne de porco e enchidos.

Outra hipótese de restaurante é o "Nós Origem", recomendado pelo nosso amigo que trabalha nesta cidade, mas estava fechado. O espaço parece ser bem giro já que se trata de uma casa bem antiga e tem um pátio com esplanada.

Jantar na cidade da Praia


A vantagem de fazer férias em locais onde conhecemos alguém a viver é poder ir aos locais certos sem ter de arriscar escolhas duvidosas, como me acoonteceu uma ou outra vez na ilha do Sal. Nunca teriamos ido jantar ao Restaurante A Grelha Só Mar se os nosso amigos portugueses não nos tivessem lá levado. Para eles, é aqui que se come a melhor barriga de atum de toda a ilha. Trata-se de uma espetada de atum muito bem grelhado pelo dono do restaurante, o simpático Senhor Manuel Alves,  de modo a manter o atum suculento e húmido, ou seja, no ponto certo. Esta casa só serve quatro tipos de peixe: garoupa, bica, chicharro e atum. Não há entradas nem sobremesas. Só peixe. Só Mar. Mas vale a pena.

Restaurante no Tarrafal

O único restaurante que encontrei junto à praia do Tarrafal foi o Baía Verde onde comi bem sem pagar muito. Uma vez mais, o peixe é o alimento dominante. Comi bem e com uma vista soberba para a baía.

A vista do restaurante

Onde comer na ilha do Sal

Come-se bem em Cabo-Verde. O peixe, claro está, é o prato do dia todos os dias. Não me cansei de andar uma semana a alternar entre peixe-serra, atum e garoupa. Já o inverso, quando fui à Argentina e passei mais de uma semana quase sempre a comer carne, não tem tanta graça...
Os preços da comida variam consoante se coma no centrinho da vila ou nos afastemos um pouco mais. O Funaná eo Café Central são dos restaurantes que mais turistas chamam graças aos shows de música ao vivo todas as noites. E não são muito mais caros que os restantes, com pratos entre os 1000 e os 1300 escudos. Mas vale a pena arriscar outros locais onde se come igualmente bem e mais barato. Convém ter cuidado com as saladas cruas e com o gelo das bebidas. Foi o que fiz...nos primeiros dias. Depois, com o calorzinho que estava, fui-me esquecendo das recomendações e arrisquei comer algumas rodelas de tomate e bebidas com gelo. E sobrevivi para contar.

O Restaurante Funaná é. provavelmente, o mais famoso da ilha porque
todas as noites apresenta um show musical. Fui lá apenas uma vez
e não comi lá muito bem, mas posso terv tido azar. Mas adorei a música
e as danças africanas de sábado à noite.

De um modo geral, o preço de um prato num restaurante varia entre os 8 e os 12 euros. Ou melhor, os 800  e os 1200 escudos cabo-verdianos. Mas como o câmbio de 100 escudos equivale a 1.10 euro, compensa trocar euros por escudos já que a conversão que fazem em todo em lado é de 1 euro por cada 100$00, estão ver? Quem paga em euros, fica a perder. Mas voltando à comida, posso afirmar que comi bem em quase todo o lado. Adorei as espetadas mistas de peixe-serra e atum, as garoupas grelhadas, o bife de peixe-serra, as barrigas de atum, a lagosta suada, a cachupa-rica, o pudim de queijo, os doce de papaia com queijo e as papaias da ilha de Santiago. Tudo isto regado com cerveja Strela, bem boa por sinal. Mas quem quiser, encontra Compal, Sagres, Superbock, vinhos portugueses e café Delta em todo o lado!

O prato de garoupa grelhada no Funaná. Não me agradou, mas era só o
que havia para servir às 21h30, hora a que me sentei à mesa.

O interior do Américos
De todos os sítios onde comi, vou recordar e recomendar a garoupa do Américos, com um acompanhamento muito bem preparado de batatas e legumes cozidos, salteados no ponto perfeito de cozedura e com um tempero excelente. Os pratos andam entre os 8 os 12 euros, o serviço é muito simpático e a qualidade altamente recomendável! Recomendo também a sandes "gourmet" de vitela com cebola da esplanada "Papaia", os preços bem simpáticos do  restaurante Compad e o bom peixe, bom ambiente, boa música e belíssimos preços da Lanchonete D'Angela.
No Amércos comi salada de polvo, garoupa grelhada e doce de papaia com queijo.
Bebi café e  provei o grogue simples, embora tivessem, como podem ver na
imagem abaixo, grogue aromatizado com papaia, limão ou hortelã.

O Restaurante"Maninho Almeida", em Espargos, não está sequer identificado
no exterior. Só lá vai quem conhece. No meu caso, fui lá parar graças ao taxista
que "aluguei" juntamente com a viatura por 60 euros ao dia.  A lagosta suada
para dois custa apenas 2500$00, cerca de 20 euros.

O prato do dia era Modje e não resisti a experimentar. Trata-se de um guisado
com carne de cabrito e legumes que mais parece uma sopa. Come-se bem e
vem acompanhado com um puré de milho.
A ida ao Restaurante "Maninho de Almeida" ficou marcada pela oportunidade de apertar a mão a um dos músicos mais prestigiados de Cabo-Verde: Paulino Vieira. Para quem não sabe, foi ele que compôs "n" músicas da Cesária Évora, entre elas o clássico "Sôdade", que enjoei de tanto ouvir em todo o lado... Parece que ele andou anos e anos a reclamar direitos da música e finalmente lá conseguiu, alguns cabelos brancos mais tarde. Só com os direitos desta música, já deve pagar algumas contas. Fora as outras que tem e os muitos espectáculos que vai dando pelo mundo fora. Sim, é que os cabo-verdianos são como os portugueses, estão em todo o lado. Principalmente na Holanda, Itália, França, Portugal e Estados Unidos. Todos os cabo-verdianos que conheci nesta viagem, sem excepção, têm família no estrangeiro.

Lanchonete D'Angela numa sexta à noite. Um dos poucos restaurantes
frequentados pelos locais. Preços muito em conta e boa música ao vivo.

Esta banda dava um toque pessoal a alguns clássicos da música cabo-verdiana,
em mornas e coladeiras
Uma garoupa grelhada que bateu a do Funaná aos pontos
tanto em sabor como em tamanho e em preço: 600 escudos.
Fui jantar à Lanchonete D'Angela por recomendação de um português que tem casa na ilha do Sal (ficam a saber que um apartamento pequeno - T1 - custa de 25 mil euros para cima, um preço muito em conta) , que fica num beco de uma rua um pouco mais afastada do centro, a apenas 3 minutos a pé da praça central. O único contra foi ter uns seis cães a rondar as mesas com um olhar misericordioso. Mas nem chateavam nada.  A mim, que tenho tanto amor de cão para dar (um dia ainda hei de ter um!), só me comoveram e tive pena que não gostassem de peixe. Taditos!


E agora a surpresa das surpresas. Alguma vez me iria ocorrer que na ilha do Sal iria comer gelados tão bons como os da Sardenha? Nunca. Mas a gelataria Giramondo surpreendeu-me com os seus sabores artesanais. Gerida por italianos, tem gelados, crepes e batidos. A variedade de sabores não é fantástica. Mas os gelados têm um aspecto delicioso e são mesmo italianos. Soube-me tããão bem saborear uma bola depois de ter comido um peixe desenchabido num restaurante que foi um erro de casting (Café Crioulo)....  E o preço? Um euro cada bola. E as bolas são grandes. Quem viajar com crianças tem de as trazer aqui!

A gelataria tem uma pequena esplanada
Recomendo vivamente o sabor que experimentei: gelado de banana com Nutella.

Para tomar uma bebida ou petiscar alguma coisa, o bar-restaurante Papaia apresenta a vantagem de desfrutar de uma localização privilegiada. Foi o único bar que encontrei mesmo juntinho ao mar e coladinho a uma pequena praia, ou seja, dá para ir tomar uma banhoca e ver quando é que o empregado chega à nossa mesa com o nosso pedido, para depois nos sentarmos a comer ainda com o corpo fresco, a escorrer pingas de água salgada. Adoro! Para lá chegar, é preciso entrar no aldeamento do Hotel Odjo D'Agua, embora o bar não lhe pertença. Soube deste bar porque vi fotos numa revista e pareceu-me ser engraçado e ter uma vista única. É bastante diferente de todos os outros sítios onde fui comer. É um espaço moderno, com design, um menu mais "gourmet" e música alternativa. Não tem alma cabo-verdiana, é certo. Mas ainda assim merece bem uma visita pela esplanada magnífica.

A vista soberba de uma das esplanadas do Café "Papaia"

A minha sandes de vitela com cebola que, pelos vistos, daria para dois.
O que vale é que a água do mar é morna e não vale a pena esperar
pela digestão se entrarmos na água devagarinho.
Havia dois turistas a fazer snorkeling nesta zona, uma das poucas
onde o fundo do mar é rochoso. Mas não contem com peixes coloridos.
Há imensos peixes mas são todos brancos e cinzentos.
Aqui também se pode lanchar. A oferta de bolos caseiros é variada.

Este livro foi lançado recentemente, custa 35 euros e apresenta as 10 ilhas
habitadas do arquipélago cabo-verdiano. O autor teve uma belíssima ideia.
Está à venda na Papaia, em vários hotéis e também em várias livrarias de Portugal.
Saibam mais em http://www.nunoaugusto.com/ ou procurem a página
do livro no facebook.

Cidade da Guarda

Depois do Fundão, cidade esta que não me deixou marcas nenhumas, fomos para a Guarda. Não tinha memórias nenhumas da Guarda, embora já lá tivesse ido há uns 15 anos atrás. Mas agora não me vou esquecer tão cedo da cidade, até porque superou as minhas expectativas. O centro histórico é encantador.E foi lá que fiquei a dormir numa residencial de quatro estrelas - Residencial Santos - onde fui tão bem tratada que fiquei logo com a certeza de que um dia  iria regressar. Um quarto para quatro e pequeno-almoço incluído, com um pão estaladiço de chorar por mais e os mimos constantes da senhora que me serviu, fica em 50 euros por noite. Um achado!

Residencial Santos: um achado em pleno centro histórico da Guarda!







Já agora, para os bons garfos, ficam a dica de um restaurante. Na aldeia de Galegos, a uns 8 km da Guarda, recomendo o restaurante Galego onde fui jantar com amigos "indígenas", ou seja, que sabem onde ir para comer bem. Outro restaurante altamente recomendável é o "Mário", na estrada secundária que liga  o Fundão à Covilhã. O arroz de galo malandrinho surpreendeu pela positiva. Mas há mais. Muito mais...